O QUE FAZER NUM ATAQUE DE ANSIEDADE

O ataque de ansiedade é um conjunto de sensações físicas conscientes, por vezes exageradamente, que vão desde a aceleração do batimento cardíaco, aumento da frequência respiratória, aperto no estômago, até a uma sensação de angústia profunda que impele a pessoa a abandonar o local em que está e a perda de controlo. Estas sensações podem provocar um imenso mal-estar e perturbação. No fundo há uma sensação de impotência, de incapacidade, como se estivessem a acontecer coisas incrivelmente absurdas.

O ataque de ansiedade é um conjunto de sensações físicas conscientes, por vezes exageradamente, que vão desde a aceleração do batimento cardíaco, aumento da frequência respiratória, aperto no
estômago, até a uma sensação de angústia profunda que impele a pessoa a abandonar o local em que está e a perda de controlo. Estas sensações podem provocar um imenso mal-estar e perturbação. No fundo há uma sensação de impotência, de incapacidade, como se estivessem a acontecer coisas incrivelmente absurdas.

Para se saber o que fazer quando o ataque de ansiedade está a ocorrer, é preciso primeiro algum conhecimento, para a pessoa não se sentir traída pelo corpo e não ficar descontrolada. Só assim se
consegue atuar de forma a libertar-se deste mal-estar, com a ação física que se vai sugerir.

Comecemos pelo conhecimento. Estas sensações físicas ocorrem várias vezes por dia, em situações absolutamente banais, como subir umas escadas rapidamente; quando vamos atravessar uma estrada e um carro surge subitamente e apita; ou quando se faz atividade física intensa. O que se passa nestes momentos é que o corpo prepara-se para a ação física vigorosa e para isso necessita de aumentar a quantidade de sangue que chega aos músculos (aceleração cardíaca), que deve ser enriquecido com nutrientes, como oxigénio (aumento da frequência respiratória), inibição de todos os mecanismos que não são necessários para essa ação física (bloqueio da digestão) e mobilização inconsciente através de um impulso incontrolável de se afastar de uma situação perigosa. Portanto, estes mecanismos fisiológicos são extremamente úteis e necessários para fazer face aos desafios.

Contudo, não são só os desafios físicos que despoletam a necessidade do corpo reagir. Os pensamentos, as memórias e as emoções podem gerar as mesmas reações físicas, assim como uma miríade de outros estímulos totalmente fora da nossa perceção (desde um cheiro, uma expressão facial, a um abaixamento da glicémia sanguínea). O elemento em comum a estas vias todas é a deteção de perigo pelo sistema nervoso. E a forma como o corpo reage é sempre a mesma, seja qual for a origem do estímulo. E pior ainda, seja qual for a resposta mais adequada. Por exemplo, se a pessoa precisar de encontrar uma solução rápida para um problema com um cancelamento de um voo para férias, o corpo reage exatamente da mesma forma como se avistasse um conjunto de indivíduos suspeitos na rua à noite. Porém, enquanto este comportamento é extremamente útil na segunda situação, não o é na primeira. Esta é a única forma que o cérebro tem de lidar com o perigo, numa primeira fase.

O que as pessoas devem registar é que as sensações físicas típicas de um ataque de ansiedade, não são mais que o corpo a preparar-se para fugir ou lutar, porque detetou perigo real. Seja verdade ou não! E seja qual for a origem ou natureza do estímulo, físico ou psicológico, consciente ou não. Se o comportamento, por defeito, nos prepara para fugir ou lutar, devemos fazer isso mesmo, para poder utilizar esse recurso extraordinário que nos torna muito potentes fisicamente e sagazes psicologicamente. Se o fizermos vamos libertar essa energia vital, salvar a vida (na perceção do sistema nervoso) e seguir calmamente com a nossa vida.